O foco da pesquisa do Professor Gerson Meneses é uma gravura suástica encontrada em Buriti dos Lopes – Piauí.
O Professor Gerson Meneses publicou o artigo intitulado “A SIMBOLOGIA DA SUÁSTICA NA ARTE RUPESTRE: UNIVERSALIDADE E O SEU REGISTRO EM BURITI DOS LOPES, PIAUÍ – BRASIL”. A publicação está disponível na Revista Arqueologia Pública.
Em tempo: a Revista Arqueologia Pública tem o Qualis A2 e é uma publicação on-line do Laboratório de Arqueologia Pública Paulo Duarte, LAP, sediado no Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (NEPAM/Unicamp).
O artigo apresenta a suástica como um símbolo universal, utilizado por várias culturas ao longo da história da humanidade há milênios. O símbolo suástico, que originalmente tem uma significação nobre, é apresentado em vários elementos, um deles é na arte rupestre. O termo deriva do sânscrito, significando “boa sorte” ou “bem-estar”, desta forma, em sua essência, a suástica transmite uma mensagem de paz, prosperidade e fortuna, desde os tempos mais remotos

Em tempo: a partir de 1920, período em que o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães -NSDAP (Partido Nazista), adotou a suástica (cruz gamada) como símbolo, seguido pelos acontecimentos como o Holocausto que perdurou até fim da Segunda Grande Guerra Mundial em 1945, acabaram atribuindo uma grande carga de significações negativas ao símbolo, o que perdura até os dias atuais, onde a sua representação ainda é associada ao antissemitismo, por exemplo.
No artigo é apresentado mais de duas dezenas de exemplos de arte rupestre em formato suástico espalhadas por diversos países e ressalta uma suástica encontrada no lugar Tanques, próximo à zona urbana da cidade de Buriti dos Lopes, Piauí – Brasil.


Apesar da gravura rupestre de Buriti dos Lopes está em um cenário com outras gravuras recentes, levando a crer que a referida gravura suástica é fruto de uma produção pós-contato, a existência do símbolo aqui destacado, demostra que o símbolo suástico resiste ao tempo e passeia pela história da humanidade motivado pelas suas várias significações, assim como o hábito humano de se expressar através de gravuras rupestres.
O acesso ao artigo pode ser feito a partir do link:
https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rap/article/view/8681566



