A Parnaíba de 1946 e a galinha pedrês da menina Mundica

Agora dava pra ficar o dia inteiro atrás de pedaços de pano e de agulhas, escondendo a tesoura da mãe e dizendo que queria ser costureira. Imagine uma coisa dessas numa menina boa de estar na cozinha ajudando dona Ana nos que fazer? Mas era assim agora o dia todo de todo dia. Esquecia até…

A boneca de pano roubada: O amor proibido do ferroviário Tião Marruás e a jovem Catarina de Bom Princípio – Piauí

Catarina não era de esperar em casa. Veio e ficou rente ao muro da casa de seu Zé Mendonça, olhando pra o portão por onde deveria sair dentro de pouco, Tião Marruás, ajudante de oficina na Estrada de Ferro Central do Piauí em Parnaíba, o homem que havia deixado a família pra viver com ela…

Entre as carambolas e os sapotis da rua Vera Cruz, na antes barulhenta e rica Parnaíba

Madrinha Gesuína havia mandado Tina limpar o pátio onde estavam no chão alguns muitos sapotis e carambolas apodrecendo e levantando mosquitos. Aquilo, aquela sujeira sem fim só haveria de chamar a atenção de meninos moleques de rua, homens que trabalhavam no porto, nas oficinas, nas fábricas de pilar arroz e a gente pobre dos Tucuns,…

O trem de brinquedo do menino que comia barro

O menino voltou pra dentro de casa e foi direto até a cozinha onde estava a mãe remexendo umas vasilhas indo depois lavar na cacimba. O apito do trem ainda se escutava longe ganhando a linha no rumo da Parnaíba. Chegou perto de dona Raimunda e foi se metendo, se enroscando feito uma cobra entre…

A linha de sangue: A epopéia da construção da Estrada de Ferro Central do Piauí

Sebastião e Simplício vieram da parte de cima avisar que o doutor engenheiro Miguel Furtado Bacellar estava chegando ao acampamento e eles tinham que esconder as garrafas de aguardente que estavam dentro dos matulões. Se ele pegasse os homens bebendo e se embriagando no acampamento, decerto que seriam mandados embora e até presos. Os outros…